No dia 8 de abril visitei o XX
Festival de Cultura Japonesa realizado pela Associação Mineira de Cultura
Nipo-Brasileira a qual busca manter viva a cultura japonesa dentre os
descendentes de japoneses e não descendentes interessados na rica cultura do
país. Nesse contexto, o festival apresentou diversos aspectos da cultura
milenar, tanto em suas comidas como em apresentações típicas de diversas artes
nipônicas como a tradicional dança do odori e o karaokê tão presente na vida
dos japoneses, dentre as apresentações, a arte do Taiko foi o que chamou mais
minha atenção, na verdade, foi o que me levou até o festival, visto que
costumava tocar esse instrumento musical. O Taiko consiste em uma arte musical
milenar japonesa que tem como base tambores de diversos tamanhos, tocados
geralmente em grupos, o taiko é muito comum nos festivais do próprio Japão o
que evidencia a manutenção de costumes tão tradicionais nesse festival
realizado em Belo Horizonte.
É interessante notar como a
Associação, em si, consiste em um local de concentração de costumes japoneses e
de descendentes em meio a uma cidade tão cosmopolita como Belo Horizonte. Nesse
contexto, cria-se um espaço em que um grupo sente-se parte de algo maior e pode
até mesmo excluir diferentes, como consequência há a manutenção de costumes
tradicionais em meio a uma sociedade tão múltipla contribuindo para afirmar
conceitos como o de Magnani que cita em seu livro “De perto e de dentro, notas
para uma etnografia urbana” o conceito de “pedaço”em que pessoas que se
identificam entre si passam a associar-se a um espaço especifico,
constituindo-se em um pedaço, o que é exatamente o que ocorre na questão da
pela Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira que constitui-se um espaço
que aglutina pessoas que se identificam com a cultura japonesa exemplificando
um padrão social analisado por Magnani.



Taiko - tambores japoneses
Dança do Odori

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