sábado, 25 de março de 2017
Crítica ao croqui
O croqui representado acima é obra do aluno Wallace Stanzig e mostra uma perspectiva da Escola de Arquitetura e Design da UFMG.
A desenho se destaca pelos seus traços que, apesar de tremidos, são fieis ao formato do prédio e representam um croqui bem trabalhado e que transpassa uma visão geral do edifício, com uma escolha diferenciada, em relação a sala, da caneta preta na constituição da imagem.
Além disso, é possível observar a seleção dos elementos do prédio que foram representados no desenho, demonstrando o objetivo do aluno de desenhar a estrutura do prédio em geral, ou seja, sem pequenos detalhes. Contudo, tal seleção deixa de lado alguns elementos que poderiam agregar maior valor estético ao croqui, como a vegetação exuberante do prédio, a qual constitui um importante elemento visual da escola.
O enquadramento por sua vez se mostra bem pensado, com uma visão ampla do espaço e regiões do papel em branco que parecem servir como um descanso da vista, conferindo leveza à representação.
Por fim, o croqui é bem desenhado e pensado, apesar da falta de elementos essenciais continua representando bem o prédio como um todo. As linhas tremidas fogem do lado tradicional quando se pensa no desenho de um edifício, porem, ainda assim, a representação do formato do prédio é impecável.
domingo, 19 de março de 2017
ROUPA x ARQUITETURA
A roupa e a arquitetura sempre apresentaram-se muito semelhantes, ambas surgiram com o intuito de proteger-se tanto do frio como dos perigos da natureza, com o passar do tempo incorporou-se cada vez mais um aspecto estético a essas criações, assim as roupas e os monumentos passam a ganhar uma beleza única entrelaçada a um significado específico. Nesse contexto, é em seu modo de expressão que estão as diferenças entre os dois conceitos, sendo a roupa uma representação volátil de importantes questões sociais por sua acentuada relação homem-objeto, e a arquitetura não representa questões sociais com a mesma volatilidade das roupas contudo, ainda assim, apresenta uma forte caráter histórico que influencia fortemente a sociedade atual por sua relação objeto-homem.
Nesse quadro, observa-se nas roupas questões sociais de grande importância atual, como o machismo representado pela culpabilização das mulheres abusadas e suas saias curtas, questões classicistas como o valor de poder dado a roupas de marca que representam-se quase como um uniforme as pessoas que querem mostrar seu poder na sociedade capitalista, ou mesmo questões de gênero em que transexuais são mortas todos os dias por tentarem vestir-se da forma como as agrada. Tudo isso é possível pela volatilidade da moda, isto é, as roupas são escolhidas pelas pessoas nas lojas e são trocadas a cada ano, assim as expressões dessas questões mostram-se muito presentes visto que o homem tem grande influencia sobre o que se usa deixando a implícitos seus ideais em suas roupas.
Já a arquitetura representa uma forma totalmente diferente de representar a sociedade, contendo forte caráter ativo nas questões sociais. um exemplo são as igrejas construídas durante a colonização do Brasil e até hoje representam o centro de algumas cidades influenciando a religiosidade de um país de maioria católica, assim como a segregação espacial entre ricos e pobres o que acentua desigualdades sociais. Desse modo, é possível observar a forte influencia que a arquitetura tem sobre a sociedade podendo acentuar problemas e até mesmo conduzir um ideal social evidenciando a influencia do objeto sobre o homem.
Nesse quadro, observa-se nas roupas questões sociais de grande importância atual, como o machismo representado pela culpabilização das mulheres abusadas e suas saias curtas, questões classicistas como o valor de poder dado a roupas de marca que representam-se quase como um uniforme as pessoas que querem mostrar seu poder na sociedade capitalista, ou mesmo questões de gênero em que transexuais são mortas todos os dias por tentarem vestir-se da forma como as agrada. Tudo isso é possível pela volatilidade da moda, isto é, as roupas são escolhidas pelas pessoas nas lojas e são trocadas a cada ano, assim as expressões dessas questões mostram-se muito presentes visto que o homem tem grande influencia sobre o que se usa deixando a implícitos seus ideais em suas roupas.
Já a arquitetura representa uma forma totalmente diferente de representar a sociedade, contendo forte caráter ativo nas questões sociais. um exemplo são as igrejas construídas durante a colonização do Brasil e até hoje representam o centro de algumas cidades influenciando a religiosidade de um país de maioria católica, assim como a segregação espacial entre ricos e pobres o que acentua desigualdades sociais. Desse modo, é possível observar a forte influencia que a arquitetura tem sobre a sociedade podendo acentuar problemas e até mesmo conduzir um ideal social evidenciando a influencia do objeto sobre o homem.
sexta-feira, 17 de março de 2017
Comentário sobre "Animação cultural" de Vilém Flusser
O texto revela a relação estreita entre homens e objetos, ambos interdependentes entre si e cada qual com seu nível de importância. Nesse contexto, o homem mostra a sua sujeição ao objeto por meio de mitos como o do demiurgo que retrata a fundação da humanidade ocidental em que o homem é condicionado pelo objeto, no caso o barro, analogamente, observa-se que durante toda a historia do homem e principalmente na pós-modernidade o ser humano mostra-se dependente de diversos objetos supostamente inanimados. Celulares, meios de transporte, computadores e até mesmo mesas são essências no desenvolvimento da vida humana, conclui-se que sem suas ferramentas o homem não passa de um animal pouco adaptado, ou seja, velocidade mediana, incapaz de voar, e pouco protegido.
Nesse quadro, o texto traz um questionamento do senso comum de que o homem é quem sobrepõem-se e define o objeto sendo este um ser inanimado. Tal questionamento é realizado por meio de um narrador incomum que seria ,no caso, uma mesa, dessa forma o autor reafirma sua tese de que são os objetos que regem a vida do homem e animam a humanidade. Assim, seria por meio de uma Revolução que os objetos buscariam a animação cultural como um dos Direitos Objetivos, uma analogia aos Direitos Humanos, tal animação cultural relaciona-se com a forma como os objetos moldam a vida humana provendo felicidade. Por conseguite, observa-se a validade desses argumentos do narrador quando colocamos em evidencia a crescente dependência do homem em relação aos objetos em sua volta, cada vez vez mais o homem esta submerso em aparelhos que auxiliam o seu modo de viver como o uso dos celulares e dos computadores, essências no mundo globalizado e objetificado, onde os objetos dominam os espaços tornando possível a Revolução almejada por eles no texto de Flusser.
Gustavo Jun Moritani
Nesse quadro, o texto traz um questionamento do senso comum de que o homem é quem sobrepõem-se e define o objeto sendo este um ser inanimado. Tal questionamento é realizado por meio de um narrador incomum que seria ,no caso, uma mesa, dessa forma o autor reafirma sua tese de que são os objetos que regem a vida do homem e animam a humanidade. Assim, seria por meio de uma Revolução que os objetos buscariam a animação cultural como um dos Direitos Objetivos, uma analogia aos Direitos Humanos, tal animação cultural relaciona-se com a forma como os objetos moldam a vida humana provendo felicidade. Por conseguite, observa-se a validade desses argumentos do narrador quando colocamos em evidencia a crescente dependência do homem em relação aos objetos em sua volta, cada vez vez mais o homem esta submerso em aparelhos que auxiliam o seu modo de viver como o uso dos celulares e dos computadores, essências no mundo globalizado e objetificado, onde os objetos dominam os espaços tornando possível a Revolução almejada por eles no texto de Flusser.
Gustavo Jun Moritani
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