sexta-feira, 21 de abril de 2017

OBJETO INTERATIVO

    Meu primeiro objeto interativo foi desenvolvido por meio da influência de três objetos escolhidos em sala: um batom, um cubo magico e uma sapatilha de Ballet. Nesse seguimento, com a exploração da aleatoriedade do cubo magico criei um outro cubo com características esteriotipicamente masculinas e femininas, contudo atrás de cada papel com tais características foi escrito um pequeno parágrafo que desconstruía esses esteriótipos preconceituosos. Contudo, apos alguma críticas, conclui que o objeto direcionava reflexões especificas que me incomodam particularmente, e não abria oportunidades para novas interações e reflexões diversas, programáticas de fato.

   
    Meu segundo objeto foi desenvolvido a partir das críticas e, assim, foi criado um um globo com diversos arames, na ponta de cada arame há uma forma diferente simbolizando a multiplicidade do mundo. A ideia era que ao dobrar os arames e interagi-los entre si engatilhasse-se uma reflexão particular a cada usuário sobre as diversidades do mundo. Contudo, após críticas conclui que as reflexões estariam muito subjetivas e poderiam até mesmo não acontecer com a manipulação do objeto, além disso, a interação ficou limitada e impediu a objetivo programático do projeto.

    O terceiro objeto desenvolvido apresentou um diferencial em relação aos anteriores pois fora exigido dos alunos o uso de material eletrônico. Dessa forma, criei uma placa repleta de luzes de LED e pequenos arames condutores perpendiculares a placa. A ideia é que ao ser tocada por duas pessoas ( uma tocando cada lado da placa) acenderiam-se as luzes de LED apenas nas regiões tocadas simultaneamente dos dois lados (fechando o circuito nos dois lados) criando uma interação entre duas pessoas que devem trabalhar juntas para acender as luzes da placa.




domingo, 9 de abril de 2017

Experiência Real x Experiência Virtual

    Os alunos foram instruídos a comparar a diferença entre a observação espacial por meio do Google Street View e a observação presencial e real da paisagem. Nesse contexto, foi possível observar que o mundo virtual deixa de oferecer elementos essenciais para a vivência do espaço, como a vida em si. Nesse mundo, mesmo que haja um movimento, deixa de se ter a imprevisibilidade do mundo real onde tudo pode acontecer sem previsões por ação de diversos atores vivos como pessoas ou até animais, os quais agem na formação espacial de forma ativa e suas relações fazem parte do espaço. Além disso, a  observação real fornece informações difíceis de serem atingidas com perfeição pelo mundo virtual como a temperatura, a brisa e o som natural em nossa volta.
    Portanto, a realidade virtual ainda que promissora, deixa de ser um ambiente amplamente programático como o mundo real, além disso deixa de lado alguns dos elementos essenciais na interpretação do espaço como um todo.

sábado, 8 de abril de 2017

Croqui do Parque Municipal


Reflexão sobre o documentário "Um lugar ao Sol"

     O documentário "Um lugar ao Sol" dirigido por Gabriel Mascaro mostra a visão de algumas das pessoas mais influentes em todo o país sobre seu estilo de vida e também sua interpretação da realidade que os cerca. Pelo documentário fica clara a relação de poder associada ao dinheiro, em que as pessoas mais influentes deixam de ser intelectuais formados e passam a ser as pessoas mais ricas, independendo de seu conhecimento sobre o mundo. Foi possível observar a alienação dessas pessoas quanto a condição vivida por muitos brasileiros, ou mesmo, quando não alienados, alheios a essa realidade, tomando como um problema distante de si mesmos. Nesse contexto, tiros em uma favela tornam-se fogos de artifício e quem não possui esse poder monetário passa a ser visto como um escravo (objeto) que torna a vida luxuosa dessas pessoas possível. Tal alienação e indiferença são resultados de uma sociedade estratificada que se mantém dividida em grupos homogêneos, e que, portanto, não interagem entre si e desconhecem a realidade vivida fora de seu grupo, acentuando cada vez mais essa segregação característica do país desde sua formação.
     Em relação a questões de espaço e arquitetura, é interessante notar a associação do poder que esse grupo possui ao ambiente em que vivem, ou seja, às coberturas. Por viverem a cima da sociedade e em lugares inacessíveis ao resto dos brasileiros, essas pessoas sentem-se donas da sociedade e, portanto, em um status mais elevado em relação ao resto das pessoas, apesar de, teoricamente, possuírem mesmos direitos políticos do que qualquer outro cidadão.
     Por fim, o documentário evidencia que as pessoas que comandam os pais desconhecem a realidade do mesmo, o que resulta em problemas sociais acentuados, como a crescente desigualdade censitária, criando uma sociedade aos moldes da monarquia onde uma pequena classe de nobres constituem-se como topo da sociedade, concentrando o poder pelo direito de nascença, e definindo o futuro do país de acordo com seus desejos.  

domingo, 2 de abril de 2017

Objeto Interativo - SketchUp





grupo:
Gustavo Jun Moritani
Sabrina de Oliveira Fabiano
Vanessa de Oliveira Leonel

reflexão sobre potencial de mudança na concepção e vivência dos espaços possibilitada pela fabricação digital, prototipagem rápida e parametrização

       A fabricação digital, prototipagem rápida e parametrização possibilitaram uma nova forma de criação. Como efeito tem-se um novo conceito de criação arquitetônica possibilitando um grande potencial de mudança na concepção e vivência dos espaços, visto que tornou o processo de desenvolvimento mais rápido e eficiente devido à sistematização da produção e à menor possibilidade de erros do computador, além disso, trouxe uma visualização mais realista dos resultados de um projeto, assim a construção civil passa a ser mais veloz e acurada. Nesse contexto, a concepção e vivência dos espaços passa a ser mais eficiente devido à maior qualidade dos projetos, além disso, as construções podem ganhar uma nova estética baseada na computação e na parametrização.

critica ao objeto



    O objeto em questão foi desenvolvido pela aluna Vanessa de Oliveira Leonel, e representa uma fita constituída por lentes esféricas variadas a qual pode tomar formas diferentes inclusive a de um icosaedro.
    A partir dessa representação é possível concluir que o objeto mostra bem o que foi exigido em sala, visto que apresenta muitas possibilidades de interação com o seu usuário, tanto pela mudança de sua forma como pelas diferentes formas de ver o mundo pelas lentes variadas. Contudo, o objeto contribui pouco na indução de reflexões particulares a cada usuário.
   Portanto, a aluna criou um objeto com um grande potencial, evoluindo a partir de sua primeira ideia.