A ópera Norma retrata
um triângulo amoroso entre as sacerdotisas druidas Norma e Adalgisa, e o
pró-cônsul romano Pollione. A trama se inspira em uma sociedade dividida entre
os romanos, que têm riqueza e poder, e os druidas, desprovidos de tais
propriedades e que sofrem com as decisões individuais e a corrupção.
Sílvio Viegas assina a direção
musical e regência, valorizando a encantadora melodia da composição de Vincenzo
Bellini, um dos expoentes do bel
canto, que tem entre os pontos altos a ária de grande riqueza Casta diva. Junto ao Coral Lírico e à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais,
participam os solistas Eiko
Senda(Norma), Fernando
Portari (Pollione), Denise de Freitas (Adalgisa), Sávio Sperandio (Oroveso), Aline Lobão (Clotilde)
e Lucas Ellera (Flávio).
Completam a equipe a arquiteta Jô
Vasconcellos e Míriam
Menezes, que assinam a cenografia; Fábio Retti a
iluminação, Sayonara Lopes os
figurinos, e Lázaro
Lambertucci a caracterização.
Essa experiência única ocorreu no dia 27 de abril , e
proporcionou uma nova reflexão sobre a experiência real e a experiência
virtual, assim foi possível observar o contraste entre a performance ao vivo e
as limitações das televisões, evidenciando o maior impacto de uma presença real dos atores, e do eco de
suas vozes que correm pelo teatro de forma impactante e emocionante. Além disso,
em um mundo destruído pelos humanos, a opera retrata a complexidade das relações
sociais, as quais foram o único resquício da humanidade após a destruição do
mundo. Tal complexidade é bem expressa na personagem Norma, que evidencia uma
grande profundidade psicológica no percorrer da história. Outro ponto de
destaque é o empoderamento de marcantes personagens femininas como Norma e
Adalgisa.





































