O texto revela a relação estreita entre homens e objetos, ambos interdependentes entre si e cada qual com seu nível de importância. Nesse contexto, o homem mostra a sua sujeição ao objeto por meio de mitos como o do demiurgo que retrata a fundação da humanidade ocidental em que o homem é condicionado pelo objeto, no caso o barro, analogamente, observa-se que durante toda a historia do homem e principalmente na pós-modernidade o ser humano mostra-se dependente de diversos objetos supostamente inanimados. Celulares, meios de transporte, computadores e até mesmo mesas são essências no desenvolvimento da vida humana, conclui-se que sem suas ferramentas o homem não passa de um animal pouco adaptado, ou seja, velocidade mediana, incapaz de voar, e pouco protegido.
Nesse quadro, o texto traz um questionamento do senso comum de que o homem é quem sobrepõem-se e define o objeto sendo este um ser inanimado. Tal questionamento é realizado por meio de um narrador incomum que seria ,no caso, uma mesa, dessa forma o autor reafirma sua tese de que são os objetos que regem a vida do homem e animam a humanidade. Assim, seria por meio de uma Revolução que os objetos buscariam a animação cultural como um dos Direitos Objetivos, uma analogia aos Direitos Humanos, tal animação cultural relaciona-se com a forma como os objetos moldam a vida humana provendo felicidade. Por conseguite, observa-se a validade desses argumentos do narrador quando colocamos em evidencia a crescente dependência do homem em relação aos objetos em sua volta, cada vez vez mais o homem esta submerso em aparelhos que auxiliam o seu modo de viver como o uso dos celulares e dos computadores, essências no mundo globalizado e objetificado, onde os objetos dominam os espaços tornando possível a Revolução almejada por eles no texto de Flusser.
Gustavo Jun Moritani
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